COLUNISTAS


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Ailton Fernando de Souza

● Bacharel em Ciências Contábeis pela Unipaulistana;
● Pós-graduado em Gestão Estratégica do Terceiro Setor pela UNIFMU;
● Ex-professor do curso Técnico em Contabilidade do SENAC;
● Exerce cargo de Gestão e Gerência de Contabilidade ;
● Autor e coordenador do livro Contabilidade na Prática (Editora Trevisan,2014);
● Autor do artigo científico Governança Corporativa em Entidades do Terceiro Setor, publicado pela Revista Direito do Terceiro Setor (Editora Fórum,Dez/2013);

 


Remuneração de Gestores

Por Ailton Fernando de Souza

 

O melhor emprego da mão-de-obra, da tecnologia, a melhor forma de utilização dos recursos, os melhores investimentos e claro, o retorno mais rentável são atribuições, objetivos delegados os gestores. A máxima lucratividade, muitas vezes exigida como forma de manter o cargo, o emprego são políticas não raras em grandes e médias corporações, as quais exigem e necessitam de profissionais qualificados e experientes na gestão de negócios.

Muitas vezes os sócios, acionistas ou titulares têm extremo domínio, experiência e conhecimento sobre seu negócio, mas pouco dominam sobre técnicas de administração (contabilidade, tributos, mercado financeiro, negociações com funcionários, etc.), deixando essa árdua tarefa a cargo de gestores (diretores, controllers, gerentes, supervisores, coordenadores e outros que possam servir de sinônimo para cargos de gestão).

Os gestores, em sua grande maioria com sólida formação e preparados para desempenhar o papel que lhes cabe, têm a responsabilidade de fazer e trazer o melhor para a companhia, porém, não basta o conhecimento, habilidade, expertise e boa vontade de um único profissional. É preciso estrutura adequada para que esse profissional tenha condições de desempenhar suas funções, estrutura essa que é complexa, indo desde uma equipe competente e motivada, ferramentas tecnológicas, disponibilidade de recursos, autonomia, bom senso dos sócios/acionistas/titulares a uma remuneração compatível com tal responsabilidade. A autonomia a que refiro-me vai além do simples decidir por contratação/demissão, opção por uma ou outra ferramenta; essa autonomia diz respeito aos limites da ética e bom senso, limites esse que podem fazer com que o gestor opte por um “sim” ou “não” sem ameaças, sem pressão...estamos falando do “mundo perfeito”, mas necessário.

A remuneração dos gestores ainda é objeto de muita discussão e de falta de consenso. Cabe aos gestores o papel de “donos” das organizações, tal o zelo que lhe é exigido, no entanto, a remuneração é compatível? Qual o melhor modelo? Como garantir que o gestor de fato busque o melhor para a companhia sem a interferência de anseios pessoais? Essas questões continuam exatamente assim, sem respostas, pelo menos sem respostas que se encaixem a todo e qualquer modelo de gestão.

Pessoalmente acredito que a melhor forma de remuneração é àquela que garante a remuneração fixa praticada pelo mercado e um comissionamento variável de acordo com resultados, objetivos previamente acordados em contrato, ou seja, a criação de um lastro que permita ao gestor o devido reconhecimento pelas reflexos positivos de suas ações na companhia, mas esse é apenas um ponto de vista muito pessoal, que também pode ser muito contestado e não garante 100% de dedicação, especialmente pela existência de outros valores que hoje são tão ou mais valorizados do que uma recompensa financeira, como o bem estar, o convívio com amigos e família , namorados e uma série de ações que “não têm preço”, logo, cada caso é um caso muito específico e deve ser tratado de forma individualizada.

Grande verdade é que, para as grandes corporações em especial, as necessidades são um tanto mais complexas: garantir a perfeita gestão e lucratividade das empresas, o direito e respeito aos acionistas majoritários e minoritários e ainda garantir que o gestor de fato, pelo excesso de poder que lhe é delegado não exproprie a empresa, não utilize os recursos em benefício próprio, de forma que muito se gasta, ou melhor se investe em regras e práticas de Governança Corporativa.

Como relata Marco Larrate (Larrate,pag.99,2013),principal e agente têm objetivos diferentes. Entendemos como principal os sócios e acionistas, agente como gestores e agência a companhia (Teoria da Agência).

Fato é que , até os dias atuais o modelo de remuneração para gestão deve ser estudado de forma personalizada, até mesmo para que o investimento em práticas de governança que garantam a integridade e adequada utilização dos recursos e patrimônio da entidade não sejam exorbitantes e acima do aceitável, mas lembrando que  uma boa e clara contratação vai além dos salários, benefícios e bonificações: ética, autonomia e disponibilidade de recursos são fundamentais para uma boa gestão.

 

Postado dia 04/03/2014 - Fonte: Essência Sobre a Forma

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